Roteiro Lexwave
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Roteiro de estudos

Do zero até dar continuidade no Lexwave

Você não precisa virar programador. Precisa entender as peças do sistema o suficiente pra ler o código, mexer com segurança e tocar o projeto. Este roteiro te leva lá em passos pequenos — um módulo de cada vez.

✦ Responda dentro da página e marque cada tarefa — tudo fica salvo

Como usar

  • São 6 módulos, do panorama geral até "juntar tudo". Faça na ordem.
  • Ritmo sugerido: 1 módulo por semana. Entender vale mais que correr.
  • Regra de ouro: não decore. Se você consegue explicar pra outra pessoa, entendeu.
  • Cada pergunta tem um campo pra você escrever a resposta com suas palavras. Ela fica salva neste navegador.
  • Use a IA (Claude, ChatGPT) como tutor: cole a dúvida e peça "explica com uma analogia, como se eu tivesse 12 anos".
gera um arquivo pra você enviar ao mentor conferir

O que preparar

  • Um computador onde você possa instalar coisas.
  • VS Code — editor grátis, pra abrir e ler os arquivos.
  • Docker Desktop (instalamos no Módulo 2).
  • Um caderno de anotações.

⚠️ Segurança

O Lexwave está no ar, em produção. Nos exercícios você pratica em brinquedinhos na sua máquina e só (nunca altera) o servidor real. Mexer em produção é coisa pra fazer junto com o Lugão, com calma.

🗺️ O caminho de um acesso

Quando alguém abre o site, isto acontece nos bastidores. Guarde este mapa — cada módulo destrincha uma dessas peças.

Navegador
o advogado abre o site
DNS
traduz o nome no IP
VPS + Traefik
o porteiro encaminha
Containers
frontend + backend processam
Bancos
Postgres guarda · Redis lembra
Nos fundos: o Celery trabalha sozinho — lê o e-mail do TJ, calcula prazos e avisa o cliente no WhatsApp, sem travar o site.
0
Módulo

O panorama: da URL até o servidor

Ganhar o mapa mental de tudo: o que acontece entre digitar o endereço e a página aparecer.

Por que importa: quando alguém abre lexwave.lugwave.com.br, uma cadeia de coisas acontece. Entender ela dá a base pra todo o resto.
Conceitos
  • Cliente e servidor (quem pede × quem responde). Um servidor é só um computador ligado 24h.
  • VPS — um servidor virtual alugado na nuvem (onde o Lexwave mora).
  • IP (o "telefone" da máquina) e DNS (a "agenda" que traduz o nome no IP).
  • Domínio e subdomínio: lugwave.com.br é o domínio; lexwave. e apilexwave. são subdomínios.
  • HTTP × HTTPS e o cadeado (certificado TLS/SSL, Let's Encrypt).
  • Proxy reverso — o "porteiro" que recebe todos e encaminha pra caixa certa. No Lexwave é o Traefik.
Pesquise e responda
Mão na massa
Checkpoint
1
Módulo

Linux e a linha de comando

Conversar com o computador por texto — navegar, mexer em arquivos e entender permissões.

Por que importa: a VPS roda Linux. Subir o sistema, ver logs, editar o .env — tudo é feito por comandos, sem mouse.
Conceitos
  • Terminal / shell — a conversa por texto com a máquina.
  • Sistema de arquivos — a árvore de pastas, a raiz /, caminhos absolutos × relativos.
  • Navegar e mexer: pwd, ls, cd, mkdir, cp, mv, rm, cat.
  • Usuários e root — o administrador do Linux; e o sudo.
  • Permissões — as letras rwx e os números (600, 755); chmod e chown.
  • Variáveis de ambiente — configs que ficam "no ar" (o .env é uma lista delas).
Pesquise e responda
Mão na massa
Checkpoint
2
Módulo

Docker: containers, imagens e o compose

Entender as "caixinhas" onde o sistema roda — e ler o mapa que as descreve.

Por que importa: o Lexwave inteiro roda em containers. O arquivo docker-compose.yml é literalmente o mapa de todas as peças.
Conceitos
  • O problema que o Docker resolve: o clássico "na minha máquina funciona".
  • Imagem × container — a imagem é a receita, o container é o bolo pronto. (Guarde: essa analogia volta no Módulo 4 como "classe × objeto".)
  • Dockerfile (a receita escrita) e Docker Hub (a loja de imagens).
  • Portas (a janela pro mundo: 8000, 80) e volumes (dados que sobrevivem: lexwave-storage).
  • Rede — como os containers conversam (lugwave-network).
  • Comandos: docker ps, docker logs, docker exec, docker compose up -d.
Pesquise e responda
Mão na massa
Checkpoint
3
Módulo

Bancos de dados: guardar e lembrar

Entender onde os dados ficam — e por que o sistema usa dois bancos diferentes.

Por que importa: processos, clientes e prazos ficam no PostgreSQL. O Redis cuida da velocidade e do "tempo real".
Conceitos
  • Pra que serve um banco: a "memória permanente" do sistema.
  • SQL × NoSQL — dois jeitos de guardar dados.
  • Relacional (Postgres): tabelas, linhas, colunas, chave primária, chave estrangeira, relacionamentos (um cliente pertence a uma empresa).
  • A linguagem SQL: SELECT, INSERT, UPDATE, DELETE.
  • Redis — banco chave-valor que vive na memória (RAM), por isso é rapidíssimo.
  • Os 3 papéis do Redis no Lexwave: cache (guardar respostas prontas), broker (fila de tarefas do Celery) e pub/sub (o "rádio" do tempo real).
  • Migrations (Alembic) — versionar a estrutura do banco, como um "git" das tabelas.
Pesquise e responda
Mão na massa
Checkpoint
4
Módulo

Lógica de programação e objetos

Ler código sem susto: entender objetos, métodos e classes num exemplo real do projeto.

Por que importa: pra dar continuidade, você precisa ler o código. "Objeto, método, classe" aparecem em toda parte — inclusive no model Cliente que você já viu.
Conceitos
  • Variáveis (uma caixinha com um valor) e tipos (texto, número, verdadeiro/falso).
  • Decisão e repetiçãoif (se...) e loop (repita...).
  • Função — uma maquininha: entra algo, processa, devolve um resultado.
  • Classe = o molde / a receita (ex: "o que é um Cliente").
  • Objeto / instância = um item feito com o molde (ex: "o cliente João"). Mesma ideia de imagem × container!
  • Atributo = um dado do objeto (nome, email). Método = uma ação que ele sabe fazer.
  • Bônus — como frontend e backend conversam: API, endpoint, HTTP (GET pega, POST envia), JSON.
Pesquise e responda
Mão na massa
Checkpoint
5
Módulo · capstone

Juntando tudo: a anatomia do Lexwave

Conectar todos os pontos e conseguir navegar o projeto de verdade, sozinho.

Por que importa: agora tudo que você viu vira uma coisa só — e você consegue entender e dar continuidade.
Conceitos revisados no contexto real
  • O fluxo completo: navegador → DNS → VPS → Traefik → container → Postgres/Redis → resposta.
  • Celery — o "funcionário dos fundos": lê o e-mail do TJ, calcula prazos, avisa o cliente. (Por isso há celery-worker e celery-beat no compose.)
  • Segredos / .env — senhas e chaves; nunca vão pro Git (por isso o .gitignore).
  • Deploy — colocar no ar: docker compose up -d --build.
  • Quando quebra — onde olhar: docker logs <container>; e por que restart: unless-stopped + healthcheck fazem o sistema se recuperar sozinho.
Leitura guiada e responda
Mão na massa (seguro)
Checkpoint final
🎉 Você concluiu o roteiro inteiro. Agora é só praticar e tocar o Lexwave!

😌 O que você NÃO precisa aprender agora

  • Não precisa virar expert em Python nem em React. Basta ler e entender.
  • Não precisa configurar Traefik, DNS ou uma VPS do zero — só entender o papel de cada um.
  • Não precisa decorar comandos. Ninguém decora; todo mundo consulta. O conceito é o que importa.

📖 Glossário-relâmpago

VPSUm computador alugado na nuvem, ligado 24h, onde o sistema mora.
DNSA agenda que traduz um nome (lexwave…) no número (IP) da máquina.
HTTPS / TLSO cadeado: conexão criptografada e segura com o site.
Proxy reversoO porteiro (Traefik) que recebe todo acesso e manda pra caixa certa.
ContainerUma caixinha isolada que roda um pedaço do sistema.
ImagemA "receita" que gera um container.
VolumeOnde os dados sobrevivem quando o container reinicia.
Docker ComposeO arquivo que sobe e orquestra vários containers juntos.
PostgreSQLO banco principal (tabelas): clientes, processos, prazos.
RedisBanco na memória; faz cache, fila de tarefas e "tempo real".
SQLA linguagem pra consultar bancos relacionais (SELECT…).
Classe / ObjetoMolde × item feito com o molde (receita × bolo).
MétodoUma ação que um objeto sabe fazer.
API / EndpointA portinha pela qual o frontend pede dados ao backend.
CeleryO funcionário dos fundos que faz tarefas em segundo plano.
.env / segredosSenhas e chaves; ficam fora do código e fora do Git.
MigrationO "controle de versão" da estrutura do banco (Alembic).